Presidente do Sinsej é ameaçada de morte após denunciar irregularidades em obra de terceirizada da Prefeitura

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A presidente do Sinsej, sindicato que representa os trabalhadores do serviço público municipal de Joinville, Jane Becker, foi ameaçada de morte na manhã desta quinta-feira, dia 2. A dirigente havia acabado de sair de sua residência e estava a caminho do sindicato, quando, por volta das 10h da manhã, foi abordada por um motociclista em um cruzamento da cidade. 

O indivíduo se aproximou do veículo onde Jane estava e perguntou: “você quer morrer?”. Inicialmente, a presidente achou que se tratava de algo relacionado ao trânsito, mas, na sequência, o motorista da moto completou: “para de se meter onde não deve”. Após a ameaça, o motociclista acelerou e fugiu do local.

A ameaça acontece um dia após a direção do Sinsej denunciar um caso de trabalho análogo à escravidão em uma obra que está sendo executada por empresa terceirizada da prefeitura de Joinville. Jane registrou boletim de ocorrência no início da tarde desta quinta-feira.

A denúncia

Conforme reportagem veiculada no jornal O Município, na segunda-feira, dia 27, o Sinsej havia realizado uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) envolvendo funcionários em condições precárias de trabalho na obra do Centro de Bem Estar Animal, no bairro Vila Nova. Segundo o sindicato, a situação estaria acontecendo há meses e já teria sido denunciada à prefeitura.

Em entrevista à reportagem do jornal O Município Joinville, a presidente do Sinsej contou que a informação foi recebida por meio de denúncia anônima. Uma equipe do sindicato foi averiguar a situação e identificou situações precárias de trabalho e problemas sanitários. Entre outros problemas, ela conta que os trabalhadores realizavam as refeições no canil, com as marmitas no chão. Os trabalhadores relataram que sempre foi assim, desde o início da obra.

Na quarta-feira, dia 1º, representantes do Sinsej estiveram na Câmara de Vereadores de Joinville para denunciar o caso e cobrar fiscalização do Legislativo, mas o requerimento apresentado para que a tribuna fosse utilizada pelo sindicato não foi votado devido ao encerramento da sessão. A maioria dos vereadores presentes votou contra a prorrogação da sessão.

Ainda ontem, o jornalista que havia divulgado o caso em primeira mão foi demitido.

A Fetram-SC se solidariza com a presidente do Sinsej, Jane Becker, e dará todo o apoio necessário à dirigente. As entidades que atuam na defesa dos trabalhadores não irão se calar diante de ameaças e tentativas de intimidação. Nossa luta seguirá forte.

 

Com informações Assessoria Sinsej e jornal O Município. Edição Fetram-SC

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