Servidores da Prefeitura de Florianópolis estão em greve por tempo indeterminado

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Trabalhadores da saúde, da assistência social, da educação e de outros setores da Prefeitura entraram em greve por tempo indeterminado pelo fim do desmonte do serviço público

 

 

Em assembleia massiva realizada na quarta-feira, 9, servidores da Prefeitura Municipal de Florianópolis entraram em greve por tempo indeterminado contra a política de desmonte do serviço público promovida pelo prefeito Gean Loureiro. Essa série de ataques brutais retira direitos dos trabalhadores, precariza os serviços e piora o atendimento à população. 

O prefeito Gean insiste em sua política nociva de privatização que pune o povo e os trabalhadores da cidade. Desde 2017, quando assumiu o cargo, suas investidas têm o mesmo objetivo: desvalorizar os trabalhadores e quebrar o serviço público para fazer a população acreditar que privatizar e terceirizar são a solução. 

Após dois anos de pandemia atendendo a população e correndo riscos para salvar vidas, os trabalhadores da saúde não contam com nenhuma valorização do prefeito: o governo Gean nunca pagou o plano de carreira do Quadro Civil. 

Os servidores estão sem reajuste há dois anos e com uma média salarial abaixo de outros municípios da região. A mesma categoria que é elogiada pelo prefeito nas redes sociais está cada dia mais exausta e sem perspectiva de melhora. 

Na educação, o prefeito se recusa a cumprir o acordo coletivo e também a Lei Federal 11.738/2022, que determina o pagamento do Piso Nacional do Magistério aos trabalhadores da educação nos estados e municípios. 

O governo Gean também não chama os aprovados no concurso da assistência social, que tem cada vez menos trabalhadores e está com equipamentos sucateados. Cras, Creas e casas de acolhimento – tão importantes para garantir o atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência e outras situações graves – mal conseguem fazer o atendimento. 

Enquanto isso, cada vez mais recursos da prefeitura são repassados para a SOMAR Floripa, entidade comandada pela esposa do prefeito e que confunde o público com o privado ao misturar comissionados, voluntários e trabalhadores efetivos.

 

Comcap em greve na defesa do Acordo Coletivo 

Também na quarta-feira, 9, os trabalhadores da Comcap decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.

O Acordo Coletivo dos trabalhadores da Comcap, que garante direitos conquistados pela categoria ao longo de décadas, está sendo ignorado pelo prefeito. A proposta que a prefeitura faz à categoria é um retrocesso que, além de cortar direitos e ameaçar os postos de trabalho, descumpre uma decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região. 

Essa decisão determinou que os direitos adquiridos pela categoria não podem ser retirados por lei municipal e devem ser cumpridos pela prefeitura. 

O maior interesse do prefeito é beneficiar a máfia do lixo. Hoje, as terceirizadas que atuam na limpeza urbana ganham milhões para fazer um péssimo trabalho no Norte e no Continente, e também com a varrição mecânica do Centro. 

 

Chega de ser refém do prefeito! 

A população precisa entender que a cidade não pode ser refém dos projetos políticos do prefeito. Ao atacar o serviço público e desvalorizar os trabalhadores, o prefeito ataca também a cidade de Florianópolis. 

As ameaças do prefeito e de seus secretários não assustam a categoria, que já enfrentou muitos ataques e está firme no enfrentamento ao desrespeito, à desvalorização e ao sucateamento. 

Dinheiro público é para o serviço público! Não vamos nos calar e permitir o avanço desse plano privatista que destrói o único acesso que a maioria da população tem à saúde, educação, assistência e uma limpeza urbana de qualidade! 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Sintrasem

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