Florianópolis: trabalhadores da Prefeitura deflagram greve para exigir propostas e responder deboche do governo Topázio

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Inflação dos últimos 12 meses fechou em 12,4%, mas prefeitura oferece apenas 3% em 2022

Os trabalhadores da Prefeitura de Florianópolis aprovaram nesta terça-feira, 14, em assembleia com quase 5 mil pessoas na praça Tancredo Neves, a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir das 0h desta quarta-feira, 15.

A categoria realiza agora um grande ato até o prédio da prefeitura para exigir do governo Topázio uma proposta que atenda os trabalhadores.

Os trabalhadores da PMF estão em período de Data-base e apresentaram à prefeitura uma pauta de reivindicações justa, com cláusulas que levem à redução da sobrecarga, à valorização salarial e ao bom atendimento do serviço público de Florianópolis.

Mas o que a prefeitura oferece aos trabalhadores hoje é a destruição dos nossos salários.

A reposição das perdas, por exemplo, fica abaixo da metade da inflação para o período, representando 25% do INPC neste ano.

A inflação dos últimos 12 meses fechou em 12,4%, mas o governo oferece apenas 3% em 2022.

A proposta da prefeitura também não dá nenhuma resposta a diversas pautas, como o plano de carreira dos trabalhadores do quadro civil, a valorização das auxiliares de sala, o pagamento dos pisos nacionais dos ACS e ACE ou a tabela do magistério.

DINHEIRO EM CAIXA

Ao oferecer somente arrocho à categoria, Topázio demonstra que segue a mesma cartilha do antecessor Gean Loureiro e exibe o seu desdém com os trabalhadores que garantem o atendimento nas escolas, creches, UPAs, centros de saúde, na assistência social e em todos os setores da PMF.

A prefeitura alega que não há dinheiro para garantir nem mesmos direitos previstos em lei para os trabalhadores do serviço público, mas fechou 2021 com saldo positivo de R$ 63 milhões.

Já a receita corrente líquida da prefeitura cresceu mais de 20% entre janeiro e meio deste ano. Hoje, o governo tem mais de R$ 160 milhões em caixa.

Esse superávit vem graças a repasses de recursos federais (como o Fundeb), à retirada cada vez maior de investimentos do serviço público e ao congelamento de nossos salários e carreiras.

AGENDA DE MOBILIZAÇÃO

Com a aprovação da greve a partir da meia-noite, é obrigação de cada trabalhador da PMF mobilizar e trazer os companheiros para o movimento. A resposta ao deboche de Topázio deve ser dada nas ruas, nos locais de trabalho e nas redes sociais.

A ameaça feita nesta terça-feira contra os trabalhadores do magistério, por exemplo, é só uma das primeiras demonstrações do que devemos enfrentar pela frente.

Mas nossa categoria sabe lutar e não vai baixar a cabeça. Iniciamos nossa greve com força, firmes na luta, para arrancar propostas que atendam as reivindicações dos trabalhadores!

Fonte: Sintrasem

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